Documentário destaca a força do protagonismo feminino no Vale do Jequitinhonha
Belo Horizonte (MG) - A Itatiaia anuncia sua nova produção original, o documentário "Mulheres do Vale - Arte que nasce da seca", uma obra que reforça o papel do veículo na criação de conteúdo audiovisual de alto impacto jornalístico e social.
A produção percorre comunidades como Campo Buriti e Campo Alegre para revelar histórias reais de mulheres que transformam o barro em fonte de renda, resistência e identidade.
Com uma abordagem sensível e humanizada sobre o território, o projeto audiovisual destaca-se pelo forte trabalho de jornalismo e presença em campo.
A equipe de produção, composta por Vanda Sampaio (reportagem), Anderson Porto (imagens) e Naice Dias (edição), construiu uma narrativa que conecta a preservação de saberes tradicionais com a economia e a transformação social.
O projeto foi idealizado pela editora multimídia Vanda Sampaio, que conduziu um mergulho de oito meses em pesquisa e apuração, acompanhando todas as etapas de desenvolvimento do documentário.
Além da concepção, atuou diretamente como repórter, produtora e editora de texto, garantindo a consistência do olhar investigativo desde a pesquisa inicial até a montagem final da obra.
O documentário evidencia como a arte em cerâmica deixou de ser apenas um recurso de sobrevivência diante das dificuldades do semiárido para se tornar um modelo de negócio sustentável.
As artesãs gerem o próprio negócio e utilizam redes sociais, como o Instagram, para divulgar criações, inovar na comunicação e realizar vendas diretas com clientes.
"Nosso objetivo com 'Mulheres do Vale' foi trazer um olhar sensível e humanizado sobre o território, dando protagonismo a essas mulheres que são verdadeiras agentes de mudança. Queremos mostrar ao público e ao mercado que o Vale do Jequitinhonha vai muito além dos estereótipos; é um polo de potência econômica, onde a arte é uma ferramenta vital de transformação social, afirma Vanda Sampaio, Editora Multimídia da Itatiaia.
Organizadas em associações comunitárias, elas ganham força de mercado, negociando diretamente com lojistas de todo o país.
Esse movimento empreendedor e coletivo gerou resultados expressivos: estima-se que as ações de fomento promovidas pelo Sebrae na região tenham movimentado cerca de R$ 2,5 milhões em vendas nos últimos anos.
A visão estratégica das produtoras também culminou na criação de uma marca coletiva desde 2021, que reúne quase 120 artesãs, garantindo a procedência e a exclusividade das peças comercializadas.
Como resultado de uma minuciosa pesquisa de ancestralidade, lançaram também a "Coleção de Origem".
A força feminina retratada na obra da Itatiaia é um ofício passado de geração em geração, permitindo que estas mulheres garantam seu sustento, reformem suas casas, comprem veículos e criem seus filhos de forma independente com a renda da arte.
O talento e a resiliência dessas mulheres elevaram o artesanato do Vale do Jequitinhonha ao título de patrimônio cultural de natureza imaterial em Minas Gerais.
Mestras pioneiras, como a centenária Dona Isabel Mendes da Cunha, que ensinou o ofício a diversas mulheres da região, chegaram a receber o prestigioso Prêmio da UNESCO de Artesanato para América Latina e Caribe.
"Mulheres do Vale" é um conteúdo voltado não apenas ao público geral, mas a formadores de opinião, veículos de imprensa e marcas conectadas a temas sociais e femininos.
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