Reunião discute riscos da exploração de terras raras em Poços
Poços de Caldas (MG) - O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Poços de Caldas (Sindserv) recebeu, na terça-feira passada, 28, representantes do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM) para debater o projeto de extração de terras raras no município.
O encontro focou nos potenciais impactos socioambientais e nos riscos diretos a que servidores e a comunidade local podem estar expostos devido à agressividade do processo de separação desses minerais.
Durante o diálogo, foram apresentados dados técnicos sobre a magnitude da intervenção necessária para a obtenção das terras raras.
Segundo os representantes do movimento, para cada quilograma de minério final, é necessária a mobilização de aproximadamente uma tonelada de solo in natura.
O processo de lixiviação - técnica utilizada para separar os minerais - é apontado como de alto impacto, envolvendo o uso de substâncias químicas e apresentando riscos de contaminação radioativa.
Impacto hídrico
Um dos pontos mais críticos discutidos na reunião foi o consumo de recursos naturais.
As estimativas indicam que cada projeto de mineração pode consumir cerca de 3 milhões de litros de água por dia.
Além da pressão sobre o sistema hídrico, a localização das futuras cavas gera alerta: existem áreas de exploração previstas a menos de 300 metros de unidades habita-cionais e dentro de um raio de 1 km de locais de grande circulação e serviços essenciais.
Entre os equipamentos públicos potencialmente afetados estão o Instituto Federal (IF Sul de Minas), um hospital de referência regional, creches, escolas e unidades básicas de saúde.
Riscos
O Sindserv manifestou preocupação específica com a saúde e a segurança dos servidores municipais que trabalham nessas regiões.
A entidade pontua que a exposição a riscos sanitários e ambientais pode comprometer não apenas a integridade dos trabalhadores, mas também a continuidade e a qualidade do atendimento prestado à população nos órgãos afetados.
Para o sindicato e os representantes do MAM, o debate sobre a mineração de terras raras em Poços de Caldas carece de controle social e participação popular.
Eles defendem que a transição tecnológica não pode ocorrer à revelia dos moradores e sem transparência institucional.
O grupo reforçou a necessidade urgente de um debate público ampliado para analisar a viabilidade e os custos sociais.
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