Assembleia Legislativa discutirá mineração de terras raras em Poços
Poços de Caldas (MG) - A Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) promove, no dia 8 de maio, uma audiência pública para debater a implementação de projetos de mineração de terras raras na região do Planalto Vulcânico.
O encontro será realizado às 18h, no Campus Poços de Caldas do Instituto Federal do Sul de Minas (IF Sul de Minas).
O debate foca na celeridade dos processos de licenciamento junto ao Conselho de Política Ambiental de Minas Gerais (Copam).
Moradores e entidades locais questionam o ritmo das aprovações e apontam riscos para aproximadamente 60 mil pessoas residentes na Zona Sul de Poços de Caldas e em áreas rurais adjacentes.
Áreas impactadas e contexto econômico
Os projetos em discussão abrangem zonas de alta sensibilidade ambiental e social, incluindo a zona de amortecimento da Área de Proteção Ambiental (APA) Pedra Branca, em Caldas; e regiões fronteiriças entre os municípios mineiros e as cidades paulistas de Águas da Prata e Andradas.
A exploração dessas substâncias minerais ganha relevância no cenário geopolítico atual devido à alta demanda por componentes tecnológicos e militares.
Embora o setor defenda a mineração de terras raras como pilar da "transição energética", comunidades locais e ambientalistas alertam para a necessidade de estudos mais rigorosos sobre os impactos socioambientais de longo prazo no ecossistema regional.
As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos essenciais para a tecnologia moderna e a transição energética.
Apesar do nome, elas não são necessariamente "raras" na crosta terrestre, mas sua extração e separação são processos extremamente complexos e caros devido à baixa concentração em que são encontradas.
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