Tensão aumenta nas vésperas da votação pelo fim das charretes
Poços de Caldas (MG) - A Câmara Municipal se prepara para uma votação decisiva que pode selar o futuro das tradicionais charretes da cidade.
Nesta sexta-feira, 12, às 9h, será realizada a terceira sessão extraordinária para apreciar o substitutivo nº 1 ao Projeto de Lei Executivo nº 18/2025, que propõe a criação do serviço de transporte turístico Carruagem Elétrica e a extinção das charretes de aluguel.
A proposta, de autoria do vereador Lucas Arruda (Rede), prevê também medidas de transição social para os trabalhadores do setor e diretrizes para a concessão pública do novo modelo.
Repercussão
Em meio à iminente votação, a temperatura do debate subiu. Áudios viralizaram nas redes sociais mostrando supostos ataques de charreteiros contra o projeto e entidades de proteção animal. Nas declarações, o charreteiro diz que irá vender seus cavalos a um frigorífico, por conta do fim do serviço na cidade.
Em resposta, a Associação dos Condutores de Veículos de Tração Animal de Poços de Caldas emitiu uma nota pública para esclarecer as preocupações da categoria.
O ponto central da nota é a ausência de políticas públicas para os cavalos após a ex-tinção do serviço. A Associação destacou que, apesar de os animais serem propriedade privada e as "decisões individuais" (como a sugestão de destinar cavalos ao frigorífico, citada em um áudio) serem de responsabilidade de cada condutor, o projeto de lei não oferece "qualquer medida de proteção ou política pública para os animais".
"A ausência de planejamento público, tanto para os trabalhadores quanto para os animais, é um dos pontos mais graves e preocupantes do debate," afirma a associação.
Segundo a entidade, é a falta de alternativas seguras por parte do poder público que gera insegurança e coloca os equinos em vulnerabilidade.
A Associação também lamentou a radicalização do debate, mencionando a declaração de um representante da causa animal em audiência pública que teria afirmado que "farão um churrasco em comemoração ao fim das charretes".
Condição
A associação reiterou sua posição de que qualquer legislação que trate do fim das charretes precisa obrigatoriamente incluir políticas públicas de proteção aos animais, sob o risco de gerar abandono e decisões extremas.
O grupo se mantém aberto ao diálogo com o município, Ministério Público e Legislativo para buscar soluções "responsáveis, seguras e humani-zadas para trabalhadores e animais".
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