Vivemos o Apocalipse?
“A cidade não precisa de sol nem de lua, pois a glória de Deus a ilumina.” (Ap 21:23)
Temos vivido um momento na história da humanidade em que a palavra apocalipse aparece com frequência em conversas entre amigos, familiares, na mídia, em podcasts e, especialmente, entre os cristãos.
De um jeito estranho, comecei a me perguntar se isso realmente tem fundamento. É claro que este mundo vai acabar para cada um de nós, individualmente, mas será que a profecia sobre o “fim dos tempos” fala mesmo da extinção da vida no planeta, como muitos acreditam?
Em vez de especular, resolvi estudar essa parte do Evangelho que o apóstolo João escreveu. Lendo atentamente e com a mente aberta - ao contrário do que sempre ouvi, de que João falava do “fim dos tempos” - encontrei um texto cheio de simbologia: cavaleiros, bestas, trombetas e cidades caindo. Mas aquilo não era o fim.
O texto estava repleto de mensagens cifradas de esperança e fé. Entendi que ele falava sobre a luta entre o bem e o mal, e que termina com a promessa de restauração: “Eis que faço novas todas as coisas.”
Minha visão mudou: aquilo não era o fim de tudo. “Tempos apocalípticos” - a história nos mostra que vários já existiram: Roma, a Peste Negra, as guerras mundiais, as pandemias… Cada época teve o seu próprio “Apocalipse”.
Nesses momentos, o medo nos faz acreditar que o fim do mundo é real. Muitos olham para o Livro do Apocalipse e veem ali os sinais da nossa época.
Mas o Apocalipse não é um anúncio de destruição absoluta, e sim uma promessa - de que, mesmo em meio ao caos, a luz de Deus nunca se apaga. Concordo que estamos vivendo tempos muito difíceis.
Na minha última publicação, escrevi uma “Carta para Deus”, pois estava destruída, cansada mental e fisicamente, carregando batalhas individuais e vendo as perspectivas ao meu redor darem sinais de fragilidade.
Estava naquele lugar onde, desde o primeiro século até hoje, a humanidade já se sentiu diante do fim muitas vezes.
E o que nos tira desse lugar é a esperança - a certeza de que, depois dessa situação sombria, uma nova Jerusalém surgirá: um mundo restaurado, iluminado pelo Cordeiro.
Sofremos com as incertezas do amanhã, mas devemos viver o hoje sem medo do fim, pois o fim pertence ao inesperado.
A mensagem central de João não é a destruição, e sim a esperança - um convite à perseverança, à vigilância espiritual e à certeza de que, independentemente do caos, a luz prevalecerá.
Convido todos que lerem este texto a caminharmos juntos com coragem, amor e fé para atravessar o presente. Vamos? Me dê sua mão!
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* Carmelita Chaves é publicitária, escritora e restaurateur
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